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Fiscalização e Auditoria

FISCALIZAÇÃO | METODOLOGIA DE AUDITORIA

Projeto: Melhoria das Auditorias de Contratações Públicas

O Projeto IRB-USTDA é resultado do acordo de cooperação técnica firmado entre o Instituto Rui Barbosa (IRB) e a Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) em março de 2023. O acordo visa a realização de um serviço de assistência técnica para avaliar as práticas de auditoria de contratações públicas no Brasil, apresentar recomendações relacionadas aos processos e políticas públicas, além de desenvolver ferramentas para realização de auditoria baseada em desempenho e levantar necessidades de capacitação.

 

Palestra a partir de 4h21m44s

TribunalIRB
IndicadorQATC 10 | QATC 11 | QATC 13
11 de agosto de 2025 às 15:49Atualizado há 1 dia
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Identificação

a. Tribunal de Contas

Instituto Rui Barbosa

b. Endereço

Edifício ION. SGAN 601, Bloco H, Sala 71/73, Térreo

c. Presidente

Presidente Edilberto Pontes

d. Unidade responsável

IRB - Comitê Técnico de Estudos e Sistematização da Administração Pública (CTESAP)

Sobre a Boa Prática

a. Título da prática

Projeto: Melhoria das Auditorias de Contratações Públicas

b. Indicador do MMD-TC a que se vincula

QATC 10 - AUDITORIA DE CONFORMIDADE | QATC 11 - AUDITORIA OPERACIONAL | QATC 13 - CONTROLE EXTERNO CONCOMITANTE

c. Domínio

Fiscalização e Auditoria

d. Descrição

i. Objetivos

 

Os principais objetivos do projeto são:

 

a)      Desenvolver orientações e recomendações sobre como realizar auditorias baseadas em valor (best value) e desempenho, em alinhamento com a Lei 14.133/2021;

b)      Promover práticas de auditoria sólidas, justas e transparentes que avaliem o valor por dinheiro (VfM) quantitativo e qualitativo;

c)      Implementar ferramentas para obter o melhor custo-benefício, incluindo análise de custos do ciclo de vida (ACCV) e Comparador do Setor Público (CSP);

d)      Melhorar a capacidade técnica e as práticas de auditoria dos Tribunais de Contas brasileiros;

e)      Contribuir para a sustentabilidade dos investimentos em infraestrutura antes, durante e depois das contratações.

ii. Metodologia adotada

 

A análise decorre das etapas do Projeto USTDA–IRB, incluindo:

 

·             Revisão de práticas e políticas de auditoria de contratações nos TCs participantes do piloto (Tarefa 1);

·             Avaliação das necessidades de auditoria (PANA) com base em três dimensões: práticas atuais, impactos da nova lei e melhores práticas internacionais (Tarefa 2);

·             Recomendações de modernização com foco na introdução da auditoria de Best Value e no fortalecimento do uso de dados e automação (Tarefa 3);

·             Plano de Implementação das recomendações (Tarefa 4);

·             Ciclo de capacitações na Semana nacional de Capacitação em auditoria de Contratações Públicas (Tarefa 5);

·             Recomendações Finais (Tarefa 6);

·             Indicadores chaves das recomendações (Tarefa 7);

·             Relatório final (Tarefa 8).

 

Os insumos abrangeram entrevistas, análise documental, benchmarking internacional e debates técnicos conduzidos com auditores e gestores.

iii. Houve compartilhamento com outros TCs? Quais?

 

Houve participação dos seguintes Tribunais de Contas no projeto-piloto:

·         TCE/AP

·         TCE/CE

·         TCE/ES

·         TCE/PR

·         TCU


O TCM/SP também participou dessa fase do projeto, sediando reuniões e compartilhando sua experiência no controle externo concomitante.

Posteriormente, foram feitas sessões de treinamento sobre o Manual de Auditoria de Contratações Públicas e Best-Value para representantes de todos os Tribunais de Contas Brasileiros.

Sobre o Desenvolvimento, a Implantação e a Implementação

a. Pessoas envolvidas no desenvolvimento

 

Equipe de Projeto do IRB:

 

·             Crislayne Cavalante de Moraes (TCE/PR) - Auditora de Controle Externo / Coordenadora Executiva do Projeto

·             Dacicleide Sousa Cunha Gatinho (TCE/AP) - Coordenadora do CTESP

·             Liliana Almeida Costa dos Santos (TCE/PR) - Auditora de Controle Externo / Coordenadora de Gabinete

·             José Mauricio de Andrade Neto (TCE/PR) - Conselheiro Substituto / Coordenador Técnico

·             Lívio Mário Fornazieri (TCM/SP) - Auditor de Controle Externo / Coordenador Executivo do Projeto

·             Reginaldo Parnow Ennes (TCE/AP) - Presidente do TCE/AP e Presidente do Comitê Técnico e Estudos e Sistematização da Adm Pública / Coordenação Geral do Projeto

 

 

b. Pessoas envolvidas na implantação e na implementação

 

Equipe de Projeto do IRB:

 

·             Crislayne Cavalante de Moraes (TCE/PR) - Auditora de Controle Externo / Coordenadora Executiva do Projeto

·             Dacicleide Sousa Cunha Gatinho (TCE/AP) - Coordenadora do CTESP

·             Liliana Almeida Costa dos Santos (TCE/PR) - Auditora de Controle Externo / Coordenadora de Gabinete

·             José Mauricio de Andrade Neto (TCE/PR) - Conselheiro Substituto / Coordenador Técnico

·             Lívio Mário Fornazieri (TCM/SP) - Auditor de Controle Externo / Coordenador Executivo do Projeto

·             Reginaldo Parnow Ennes (TCE/AP) - Presidente do TCE/AP e Presidente do Comitê Técnico e Estudos e Sistematização da Adm Pública / Coordenação Geral do Projeto

 

c. Conhecimentos necessários

 

·             Legislação sobre Licitações e Contratos

·             Auditoria de Conformidade

·             Auditoria de Licitações e Contratos

·             Auditoria Operacional

·             Tecnologia da Informação

·             Gestão de Projetos

·             Língua Inglesa

 

d. Custo para o desenvolvimento, a implantação e a implementação

 

Financiamento da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) para o Instituto Rui Barbosa (IRB) para a contratação de empresa norte-americana de consultoria no valor de US$ 1.136.000. Valores pagos diretamente pela USTDA para a empresa de consultoria Decision Analysis Partners (DAP) após ateste de conclusão de cada fase pela equipe do coordenação do projeto do IRB.

 

e. Pontos críticos x soluções

O projeto identificou que:

 

·         os Normativos, Manuais, Orientações sobre auditoria não tratavam de metodologias sobre identificação do best value nas contratações públicas;

·         os Normativos, Manuais, Orientações sobre auditoria não tratavam denem protocolos de identificação de fraude; 

·         que não houve normativos específicos sobre auditoria nos moldes das novas exigências da Lei nº 14.133/2021;

·         na maioria dos Tribunais do piloto não houve a capacitação da totalidade de auditores sobre as mudanças da Lei de Licitações, nem em auditoria;

·         a maioria das auditorias realizadas não estavam alinhadas às NBASPs ou ISSAIs;

·         o monitoramento das recomendações era quase inexistente e que somente o TCU tinha desenvolvido sistema de monitoramento das recomendações.

 

O projeto também avaliou a maturidade dos sistemas de TI de apoio às auditorias.

 

Mensuração dos Resultados

a. Resultados alcançados

 

Como recomendação final, a consultoria propôs como forma de modernização e aperfeiçoamento das auditorias de contratações públicas no Brasil:

 

1.      A implementação de uma Estrutura Organizacional permanente no IRB para que ele possa exercer o papel de difusor das normas de auditoria;

 

2.      A adoção das NBAPS pelos Tribunais de Contas;

 

3.      O estabelecimento de um Conselho Supervisor ou Consultor sobre Normas de Auditoria que apoie os Tribunais de Contas;

 

4.      Melhoria nas Auditorias de Contratações, incluindo a realização de auditorias de best value;

 

5.      Padronização do Treinamento em Auditoria e Desenvolvimento da Força de Trabalho

 

6.      Modernização dos sistemas e da tecnologia de gestão da informação de auditoria

 

7.      Aumento da Transparência Pública e Engajamento dos Usuários com ações como criação de plataformas de divulgação das auditorias;

 

8.      Criação de Protocolos de Identificação e Prevenção de Fraudes.

 

b. Lições aprendidas

 

A implementação plena da Lei nº 14.133/2021 exige que os Tribunais de Contas transcendam o papel de “fiscal do edital” e assumam efetivamente a função de auditor de resultados, verificando se a contratação pública gerou mais valor para a sociedade.

 

A auditoria de Best Value deve ser incorporada como prática rotineira, com metodologias e indicadores claros, permitindo avaliar não apenas a regularidade do processo, mas o impacto econômico e social da contratação.

 

O Projeto USTDA–IRB demonstrou que isso é viável, desde que haja:

1.      Reformulação de manuais e papéis de trabalho;

2.      Capacitação contínua de auditores;

3.      Investimento em sistemas integrados de informação;

4.      Alinhamento com padrões internacionais de auditoria.

 

A mudança de paradigma — do controle centrado no edital para a auditoria do valor gerado — é essencial para que o controle externo cumpra seu papel como linha de defesa da boa governança e da cidadania.

 

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Livio Mario Fornazieri
C
Crislayne Cavalcanti
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Raymond E. Barber
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