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Inteligência artificial avança nos Tribunais de Contas e já transforma fiscalização e gestão pública

O uso de inteligência artificial (IA) nos Tribunais de Contas brasileiros deixou de ser tendência para se consolidar como ferramenta estratégica na modernização do controle externo. Durante o II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas (II ENIATC), especialistas e representantes das Cortes apresentaram iniciativas concretas que já impactam rotinas de fiscalização, instrução processual e apoio à tomada de decisão.
Imagem da prática

O uso de inteligência artificial (IA) nos Tribunais de Contas brasileiros deixou de ser tendência para se consolidar como ferramenta estratégica na modernização do controle externo. Durante o II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas (II ENIATC), especialistas e representantes das Cortes apresentaram iniciativas concretas que já impactam rotinas de fiscalização, instrução processual e apoio à tomada de decisão.

Na prática, as aplicações são diversas e abrangem desde a análise automatizada de grandes volumes de documentos até a geração de minutas de votos e relatórios técnicos. Também foram apresentados casos de uso voltados à fiscalização de emendas parlamentares e à integração de sistemas, evidenciando ganhos de eficiência e maior capacidade analítica por parte dos Tribunais.

As experiências compartilhadas mostram que a IA tem contribuído para tornar processos mais ágeis, qualificar o trabalho técnico e ampliar o alcance das ações de controle. Em diferentes regiões do país, soluções desenvolvidas internamente pelos próprios Tribunais já demonstram resultados concretos, reforçando o papel dessas instituições como indutoras de inovação no setor público.

Ao mesmo tempo, o avanço tecnológico vem acompanhado de desafios importantes. Especialistas destacaram a necessidade de governança de dados, uso responsável da tecnologia e desenvolvimento de modelos específicos para o setor público, capazes de atender às particularidades do controle externo. A regulação da IA também foi apontada como tema central, com impacto direto sobre a atuação dos Tribunais e a segurança jurídica das iniciativas.

Outro ponto de destaque foi o papel do controle externo na transformação do Estado. Mais do que acompanhar mudanças, os Tribunais de Contas são chamados a liderar esse processo, estimulando boas práticas, orientando gestores e garantindo que a inovação esteja alinhada ao interesse público.

O II ENIATC consolidou, assim, uma agenda nacional voltada ao uso estratégico da inteligência artificial, marcada pela busca de equilíbrio entre inovação, ética e eficiência. As iniciativas apresentadas reforçam que, quando bem aplicada, a tecnologia pode ampliar a capacidade do Estado de entregar melhores políticas públicas à sociedade.

A cobertura completa do evento e das iniciativas apresentadas pode ser conferida no site da Atricon.

Texto: Joyce Murasaki - TCMSP

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